"Quando as idéias fazem sexo"


"When ideas have sex" é o título de um post a respeito da importância da colaboração/da capacidade de realizar trocas na evolução da humanidade, do blog "Design Minds". 
O autor defende que o "trocar" teve o mesmo efeito em nossa cultura que a reprodução sexuada obteve no processo da seleção natural. Nas espécies assexuadas, as mutações não podiam ser combinadas. Ou seja, as conquistas para sobrevivência de uns necessariamente levavam ao prejuízo de outros. Já nas espécies sexuadas, as mutações poderiam juntar-se em times com mesmos genomas. Em outras palavras: O SEXO TORNA A EVOLUÇÃO CUMULATIVA. 
Cultura sem capacidade de troca é como um ser assexuado: não pode agregar, combinar e acumular. Com os chimpanzés, por exemplo, que possuem um alto senso cultural mas, seus grupos não trocam as conquistas entre si: AS IDÉIAS NÃO FAZEM SEXO E NÃO EXPERENCIAM O PROGRESSO DAS MUDANÇAS CULTURAIS. Esta também é a diferença entre o Homo erectus -  cuja tecnologia encontrada não demonstrava progresso ou crescimento por "combinações", ou em outras palavras, não demonstrou capacidade de "troca" - e o "homem moderno" - que descobriu a troca, transformando nossa cultura em "sexual", "combinatória". Segundo o autor, desde a Antiguidade, a troca de idéias e produtos foram o combustível para a inovação. E agora, graças à internet, a "cross-fertilization" de idéias entre as nações, que antes levavam anos ou séculos, acontece em minutos. 
A colaboração propiciada pela internet não é novidade mas, a imagem de uma idéia inseminando a outra e esta fertilização ser responsável pela evolução cultural - paralelo com a evolução das espécies -  me pareceu bastante original.
Vale a pena ler o artigo inteiro.